
Mesmo correndo o risco de reforçar o velho estereótipo do professor de Português que, na falta de uma aula mais bem preparada, prefere enrolar os alunos no primeiro dia de aula pedindo que escrevam uma redação com o tema “minhas férias”, preciso dedicar algumas palavras aos recentes acontecimentos. Afinal, a política tucana não dá trégua: pois não é que logo no primeiro dia de recesso escolar o professor recebeu a excitante notícia de que as férias de janeiro foram cortadas pela metade? Isso que é jeito animado de começar as férias! Sem falar na tensão de ter de prestar uma provinha de “Promoção pelo Mérito” que acontece na data de hoje, mas tá certo que esta é apenas para poucos e heroicos privilegiados…
De acordo com a resolução SE 44, as férias do professor serão divididas em dois períodos de 15 dias: de 1 a 15 de janeiro e de 1 a 15 de julho. Os últimos dias desses meses serão reservados para... adivinha! Claro, atividades de planejamento. E ai de quem faltar! Não vai ter direito de prestar provinha de mérito, nem de pedir remoção, por supuesto...
Mas o professor reclama de barriga cheia... Quase metade dos professores nem vai sentir diferença, porque os temporários, como todos sabem, já são demitidos no final do ano e recontratados posteriormente, para não onerar os abatidos cofres públicos com suas nababescas férias. O excelentíssimo governador Geraldo Alckmin dá continuidade, assim, à política tucana de seus antecessores, minando de quando em quando os privilégios dessa classe que só sabe reclamar... Tá certo! Tem que colocar esses professores na linha mesmo! Quem sabe assim eles não aprendem até a votar? De minha parte, faço votos!




