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22 de fevereiro de 2014

Aos ingressantes

Então o Senhor disse: Faça-se o Concurso Público de Provas e Títulos para Provimento de Cargos de Professor de Educação Básica Nível Dois. E o Senhor viu que isso era mais ou menos. Mas a Secretaria da Educação achou que era bom demais, e resolveu complicar um pouquinho. Foi assim que passou a exigir que os candidatos aprovados no concurso apresentassem na perícia médica uma lista de exames quase do tamanho da capivara de Paulo Maluf, incluindo hemograma completo, glicemia de jejum, PSA prostático, ECG com laudo, raio-X de tórax com laudo, videolaringoscopia, audiometria vocal e tonal, TGO, TGP, Gama GT, ureia, creatinina, urina tipo 1, urocultura, além de colposcopia e colpocitologia para candidatas do sexo feminino, e mamografia caso tenha mais de 40 anos de idade.
O ingressante procura então o Sistema Único de Saúde e descobre que lá não conseguirá nem o ECG com laudo (e o “perito” do DPME não deve saber ler um ECG). A audiometria será agendada, na melhor das hipóteses, para daqui há vários meses, portanto fora do tempo hábil da perícia. A videolaringoscopia também tem de ser feita por médico particular, e só ela custará duzentos dinheiros. Tudo somado, os exames deverão custar pelo menos metade do salário de 670 dinheiros proporcionados por uma carga horária reduzida, que é o que se oferece para a maioria das vagas, que ficam todas para lá de onde Judas perdeu as proverbiais botas (lembrando que a Secretaria não reembolsa os gastos com transporte, e desconfio que tampouco restituirá o valor gasto nos exames).
Eis que o Senhor viu os frutos de sua obra e achou tudo muito, muito mau.  



23 de outubro de 2013

Resenhas para o concurso

A Apeoesp oferece resenhas de toda a bibliografia do próximo concurso da SEE/SP. Em suas próprias palavras, "não podemos deixar de registrar nossa posição contrária às avaliações excludentes que vêm sendo promovidas pela Secretaria Estadual da Educação, que, além de tudo, desrespeita os professores ao divulgar extensa bibliografia a poucos dias da prova, inclusive contendo vários títulos esgotados."
Todos os arquivos podem ser baixados gratuitamente. Então, mãos à obra, galera!


















24 de setembro de 2010

Temporários chegam a 46% dos professores em SP

Para você que não assina a Folha nem o UOL (não está perdendo grande coisa...), este blog reproduz na íntegra a matéria do último dia 14. Se der algum problema com os direitos autorais, quem sabe o blog não passa a ser mais acessado??


FÁBIO TAKAHASHI

O número de professores temporários na rede estadual de São Paulo chegou neste ano a 46% do total, a maior proporção desde 2005.
No ano passado, o então governo de
José Serra (PSDB), hoje candidato à Presidência, anunciou como meta diminuir a taxa para 10% em quatro anos. Àquela época, o número era 42,4%.
Os dados são da própria Secretaria da Educação. Em números absolutos, são hoje 101 mil não efetivos. Um concurso público com 10 mil vagas foi feito em março, mas os aprovados só começarão a trabalhar no ano que vem.
Pesquisadores afirmam que
o contingente de temporários tem impacto direto na qualidade de ensino, uma vez que eles tendem a ter uma rotatividade maior nos colégios -os temporários só podem escolher suas escolas depois que todos os concursados já fizeram suas opções.
Os 46% de não efetivos em SP são mais que o dobro da média nacional e superior à Prefeitura de SP (7%).
"A dificuldade quando se troca de escola é que os alunos não conhecem meu jeito e ritmo e eu também não conheço o deles. Essa fase leva tempo", diz o professor temporário de ciências Vinicius Vasconsellos, 24, que, em seis anos de rede estadual, já lecionou em nove escolas.
A Secretaria da Educação diz que trabalha para diminuir o número de não efetivos -fez dois concursos desde 2007-, mas que, "apesar dos esforços, ainda ocorrem saídas de efetivos [licenças e afastamentos], que são repostas com os temporários".

FALTA DE INVESTIMENTO
Educadores ouvidos pela
Folha afirmam que o Estado já poderia ter diminuído o contingente de temporários.
"Com um mínimo de planejamento, você sabe quantos professores vão se aposentar ou sair da rede e pode planejar concursos", diz Ocimar Alavarse, pesquisador da Faculdade de Educação da USP e ex-membro da Secretaria da Educação na gestão Gilberto Kassab (DEM) na prefeitura da capital.
Para Alavarse, há a possibilidade de o Estado não acelerar os concursos porque conta com a continuidade da transferência de parte da rede a municípios. "Mas o processo é lento e não há garantias de que vá se efetivar."
Para o presidente da Udemo (entidade que representa os diretores de escolas), Luiz Gonzaga Pinto, "o Estado só quer saber de economizar".
Segundo ele,
o temporário custa 15% a menos, por não ter alguns benefícios.

29 de março de 2010

Confira os altos salários do professorado paulista

Segundo informações disseminadas ontem pela Apeoesp nos locais de maior concentração de professores (os locais de prova do concurso), o estado de São Paulo paga o 16º pior salário do país para o professor: R$ 7,58 por hora-aula (isso para o peb 2, para o peb 1 é de R$ 6,55). Circulou também um outro panfleto, assinado por um tal professor Flávio de Mello, com dados no mínimo curiosos. Lemos ali que desde de Julho de 1994 (Plano Real), o índice IGPM registrou uma inflação de 360%, enquanto o salário do professor aumentou míseros 87% (o do salário mínimo, no mesmo período, foi de 687%). O salário do professor com carga de 40 horas semanais equivalia então a R$ 800,00 - 4% de previdência (líquido de R$ 768,00). Hoje é de R$ 1500,00 - 11% de previdência (líquido de R$ 1335,00). Resta saber a razão dos 260 mil inscritos no concurso. Bem, se levarmos em conta que 48% dos professores do estado são temporários, isso já nos dá cerca de 100 mil profissionais lutando apenas para se efetivar (num concurso que só garante 10 mil vagas). Se mais uns 60 mil forem de professores já concursados tentando apenas ganhar alguns pontinhos de valor duvidoso, como é o meu caso, ainda nos resta um contingente de 100 mil desempregados com diploma de curso superior. Esse índice deve ser também um dos piores do país, mas Serra prefere atribuí-lo aos "altos salários" pagos ao professor.

22 de janeiro de 2010

Secretaria lança Edital para o Concurso de PEB II

O famigerado sítio "é do cacau" diz que a Secretaria lançou o edital do concurso, mas não traz nenhum linque para chegar até ele. Mas este blog faz isso para você: acesse o edital AQUI! A data de realização das provas ainda não foi divulgada.
As inscrições vão de 27 de janeiro a 11 de fevereiro, e devem ser feitas no sítio da Fundação Carlos Chagas. A taxa é de R$ 27,25, e estudantes que tenham remuneração mensal inferior a dois salários mínimos ou que estejam desempregados poderão pedir 50% de isenção (as solicitações devem ser feitas do dia 27 a 29 de janeiro, no mesmo sítio).
Então acorda e vai estudar, cambada!!! O Haiti não é aqui!